BRASIL — Um estudo realizado pela Makers em parceria com a Adobe aponta que executivos de grandes empresas brasileiras enxergam a inteligência artificial (IA) mais como uma ferramenta de apoio do que como substituta da criatividade humana.
A pesquisa ouviu 115 líderes de marketing, entre CMOs, diretores e heads da área, para entender como a tecnologia vem sendo incorporada aos processos criativos e estratégicos das organizações.
Segundo o levantamento, a maior parte dos executivos acredita que a IA deve atuar como uma aliada no desenvolvimento de campanhas, análise de dados, automação de tarefas e produção de conteúdo, enquanto a criatividade, a estratégia e a sensibilidade humana continuam sendo consideradas diferenciais importantes.
O estudo ocorre em meio ao avanço acelerado de ferramentas de inteligência artificial generativa, que vêm transformando rotinas de profissionais de comunicação, publicidade, design e marketing em todo o mundo.
Apesar do crescimento da tecnologia, especialistas do setor apontam que a tendência é de adaptação das funções, com profissionais utilizando IA para ampliar produtividade e eficiência, e não necessariamente para substituir equipes inteiras.
A pesquisa também destaca que empresas têm buscado equilibrar inovação tecnológica com supervisão humana, especialmente em decisões ligadas à identidade de marca, relacionamento com consumidores e produção criativa.