Brasil SEGURANÇA
Apenas 32% dos brasileiros se sentem seguros na cidade onde vivem, aponta pesquisa
Levantamento mostra apoio de 82% ao uso de câmeras corporais por policiais e preocupação crescente com violência urbana
20/05/2026 16h40
Por: Redação Fonte: Agência Brasil

BRASIL — Apenas 32% dos brasileiros afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz. O índice é ainda menor entre as mulheres, chegando a 26%, evidenciando maior percepção de vulnerabilidade no cotidiano.

O levantamento, realizado pela Oma Pesquisa entre novembro e dezembro de 2025, ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais e domiciliares em todo o país. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18).

Entre os principais resultados, a pesquisa aponta que 82% da população apoia o uso de câmeras corporais por policiais, demonstrando forte apoio a mecanismos de monitoramento e transparência nas ações de segurança pública.

Além disso, 65% dos entrevistados acreditam que o Brasil precisa de uma polícia melhor preparada, enquanto 55% defendem a aplicação rigorosa das leis já existentes, em vez do aumento das penas, posição defendida por 39% dos participantes.

O estudo também mostra baixa adesão ao discurso punitivista extremo. Apenas 20% concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”, enquanto 73% afirmam que criminosos devem ser julgados e presos conforme a lei.

Na questão armamentista, 77% dos entrevistados disseram acreditar que armas compradas legalmente podem acabar sendo usadas em crimes após roubos, e 73% consideram que o aumento da circulação de armas gera mais violência.

Outro dado que chamou atenção foi a percepção sobre violência contra a mulher. Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados identificam esse tipo de violência em suas cidades.

A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou que a população demonstra cansaço com soluções tradicionais que não trouxeram resultados práticos.

“A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas”, destacou.

Diante do cenário, o Instituto recomenda cinco prioridades para a segurança pública nos próximos anos: proteção de meninas e mulheres, fortalecimento das polícias, combate ao crime organizado, redução de roubos e retirada de armas ilegais de circulação.