RIO DE JANEIRO — Pesquisadores, profissionais da comunicação e representantes da radiodifusão pública participam do 7º Simpósio Nacional do Rádio, realizado no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, para discutir o presente e o futuro da mídia sonora no Brasil.
Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o encontro é promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (Empresa Brasil de Comunicação (EBC)) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, reunindo debates sobre transformações tecnológicas, culturais e políticas no setor.
A programação ocorre após o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, que reuniu cerca de 330 emissoras de rádio e TV. A Rádio Nacional, uma das principais marcas da EBC, é destacada como referência histórica da comunicação pública no país.
Durante o simpósio, especialistas discutem desde a memória do rádio até sua evolução para formatos digitais, como podcasts e plataformas de streaming. Também são abordados o papel social da mídia sonora e sua relevância em regiões como a Amazônia, onde o rádio ainda é um dos principais meios de informação diária.
Fundada em 1936, a Rádio Nacional é apontada como uma das responsáveis por consolidar o rádio como fenômeno cultural no Brasil, criando formatos e linguagens que marcaram gerações.
Entre os destaques do evento, a radialista Mara Régia ressaltou o papel social da emissora, especialmente na Amazônia, onde o rádio segue como ferramenta de informação e conexão em áreas isoladas.
“O rádio chega onde muitas vezes o Estado não chega. Ele informa, acolhe, orienta e cria vínculos”, afirmou.
O jornalista Heródoto Barbeiro também participou dos debates e destacou a capacidade de adaptação do rádio ao longo das décadas, desde o AM até as plataformas digitais, reforçando sua permanência como meio de informação ágil e direto.
Outro destaque foi a participação da jornalista esportiva Luciana Zogaib, reconhecida como a primeira mulher a narrar uma partida de futebol no rádio brasileiro, simbolizando a ampliação da presença feminina na radiodifusão esportiva.
Ao longo do encontro, o simpósio reforçou que, mesmo diante das mudanças tecnológicas, o rádio segue como um dos meios mais presentes no cotidiano dos brasileiros, especialmente em regiões onde ainda exerce papel essencial de comunicação e serviço público.