
INTERNACIONAL — O governo do Irã informou nesta quinta-feira (21) que está analisando a mais recente proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração ocorre após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que está disposto a esperar “alguns dias” por uma resposta de Teerã, mas alertar que novas medidas podem ocorrer rapidamente caso não haja avanço nas negociações.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, a proposta enviada pelo governo americano foi recebida oficialmente e está sendo avaliada pelas autoridades iranianas. De acordo com a imprensa estatal do país, várias rodadas de comunicação já ocorreram com base em uma proposta anterior apresentada por Teerã.
O Paquistão continua atuando como mediador das negociações entre os dois países. Conforme a agência iraniana ISNA, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, deve visitar Teerã ainda nesta quinta-feira como parte dos esforços diplomáticos para um possível cessar-fogo.
Apesar das tratativas, o impasse entre os dois lados permanece. O Irã mantém restrições no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente —, enquanto os Estados Unidos seguem impondo restrições econômicas e portuárias ao país.
Desde o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o fluxo marítimo na região foi severamente afetado, gerando preocupação internacional sobre impactos no abastecimento energético e nos preços dos combustíveis.
Na quarta-feira (20), Trump afirmou que o governo americano aguarda uma resposta considerada satisfatória por Washington. “Se não obtivermos as respostas certas, tudo pode acontecer muito rapidamente”, declarou o presidente a jornalistas durante agenda na Base Aérea Conjunta Andrews.
Especialistas acompanham o avanço das negociações com atenção, já que uma escalada no conflito pode ampliar impactos econômicos globais, especialmente sobre petróleo, combustíveis e inflação.