
MUNDO — Um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo acendeu o alerta das autoridades internacionais de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma nova variante do vírus está se espalhando rapidamente no país africano, aumentando o risco de uma epidemia regional.
Até o momento, foram registrados 51 casos confirmados, enquanto cerca de 600 suspeitas seguem em investigação. Também já foram contabilizadas 139 mortes suspeitas relacionadas à doença, segundo autoridades sanitárias locais.
De acordo com a OMS, o surto provavelmente começou há alguns meses e a resposta internacional ocorreu de forma mais lenta do que o ideal.
O Ebola é uma doença viral rara, porém grave, conhecida por sua alta taxa de mortalidade. Segundo a OMS, a média de letalidade da doença pode chegar a 50%, dependendo da variante e das condições de atendimento médico.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, além do contato com materiais contaminados. O vírus também pode ser transmitido inicialmente por animais selvagens, como morcegos e primatas.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Em casos mais graves, a doença pode comprometer os rins e o fígado. O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas varia de 2 a 21 dias.
Segundo especialistas, um dos fatores que dificultam o controle do atual surto é o fato de ele estar ligado à variante Bundibugyo, considerada mais rara e para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados atualmente.
Além disso, o deslocamento populacional causado pela guerra civil na região também contribui para a disseminação da doença entre cidades e países vizinhos.
Atualmente, existem vacinas aprovadas contra algumas formas do Ebola, como a Ervebo e o esquema Zabdeno/Mvabea, mas elas não são eficazes contra a variante responsável pelo novo surto. O governo congolês aguarda o envio de uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford.
Apesar do avanço do vírus, a OMS afirma que o risco global segue considerado baixo, embora haja preocupação com a disseminação regional entre países africanos devido à intensa mobilidade populacional.
A organização reforçou a necessidade de cooperação internacional, monitoramento e vigilância epidemiológica para impedir uma expansão maior da doença.