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Ebola volta a preocupar após novo surto no Congo; entenda a doença

Nova variante do vírus se espalha rapidamente na República Democrática do Congo e já soma dezenas de casos confirmados

Por: Redação Fonte: g1 / Organização Mundial da Saúde (OMS)
21/05/2026 às 13h11
Ebola volta a preocupar após novo surto no Congo; entenda a doença

MUNDO — Um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo acendeu o alerta das autoridades internacionais de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma nova variante do vírus está se espalhando rapidamente no país africano, aumentando o risco de uma epidemia regional.

Até o momento, foram registrados 51 casos confirmados, enquanto cerca de 600 suspeitas seguem em investigação. Também já foram contabilizadas 139 mortes suspeitas relacionadas à doença, segundo autoridades sanitárias locais.

De acordo com a OMS, o surto provavelmente começou há alguns meses e a resposta internacional ocorreu de forma mais lenta do que o ideal.

O Ebola é uma doença viral rara, porém grave, conhecida por sua alta taxa de mortalidade. Segundo a OMS, a média de letalidade da doença pode chegar a 50%, dependendo da variante e das condições de atendimento médico.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, além do contato com materiais contaminados. O vírus também pode ser transmitido inicialmente por animais selvagens, como morcegos e primatas.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Febre alta;
  • Fadiga intensa;
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Vômitos e diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Erupções cutâneas.

Em casos mais graves, a doença pode comprometer os rins e o fígado. O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas varia de 2 a 21 dias.

Segundo especialistas, um dos fatores que dificultam o controle do atual surto é o fato de ele estar ligado à variante Bundibugyo, considerada mais rara e para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados atualmente.

Além disso, o deslocamento populacional causado pela guerra civil na região também contribui para a disseminação da doença entre cidades e países vizinhos.

Atualmente, existem vacinas aprovadas contra algumas formas do Ebola, como a Ervebo e o esquema Zabdeno/Mvabea, mas elas não são eficazes contra a variante responsável pelo novo surto. O governo congolês aguarda o envio de uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford.

Apesar do avanço do vírus, a OMS afirma que o risco global segue considerado baixo, embora haja preocupação com a disseminação regional entre países africanos devido à intensa mobilidade populacional.

A organização reforçou a necessidade de cooperação internacional, monitoramento e vigilância epidemiológica para impedir uma expansão maior da doença.

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