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Deolane diz que fortuna veio do trabalho após prisão em investigação ligada ao PCC

Influenciadora afirma trabalhar desde os 12 anos; Justiça bloqueou R$ 27 milhões e defesa nega irregularidades

Por: Redação Fonte: Metrópoles / Ministério Público de São Paulo / Polícia Civil de São Paulo
22/05/2026 às 12h12
Deolane diz que fortuna veio do trabalho após prisão em investigação ligada ao PCC

SÃO PAULO — A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra afirmou que sua fortuna é resultado do trabalho na advocacia após ser presa durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu na quinta-feira (21), na região de Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. Segundo as investigações, a influenciadora é suspeita de integrar um esquema de movimentação financeira supostamente ligado à facção criminosa.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões das contas de Deolane, além do sequestro de bens, incluindo veículos de luxo avaliados em milhões de reais.

Em entrevista concedida anteriormente, em 2022, Deolane afirmou que o patrimônio milionário teria origem em sua trajetória profissional como advogada.

“Minha vida vem de muito trabalho, desde muito nova. Trabalho desde os 12 anos de idade”, declarou à época. Segundo ela, após se formar aos 22 anos, passou a atuar intensamente na advocacia criminal, realizando audiências, processos e atendimentos.

De acordo com relatório policial citado pela investigação, Deolane teria aberto dezenas de empresas em diferentes endereços com o objetivo de ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento financeiro. Os investigadores também apontam movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada e possíveis vínculos empresariais com pessoas investigadas por ligação ao PCC.

A operação também teve como alvo pessoas ligadas à facção, incluindo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.

Segundo as autoridades, a investigação teve início após a descoberta de bilhetes encontrados em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista, que indicariam possíveis conexões financeiras envolvendo uma transportadora investigada.

Em nota, a defesa de Deolane afirmou que ela é inocente e classificou a prisão preventiva como desproporcional.

“A defesa técnica da advogada Dra. Deolane Bezerra Santos ressalta sua mais absoluta inocência e informa que os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”, informou o comunicado.

As investigações seguem em andamento. Até o momento, não há condenação judicial contra a influenciadora.

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