BRASIL — A gestão de dispositivos corporativos deixou de ser uma função apenas operacional e passou a ocupar papel estratégico dentro das empresas, impulsionada pelo avanço da mobilidade, pelo aumento das ameaças digitais e pela expansão do uso de inteligência artificial.
O tema foi destaque no Urmobo Partner Meeting 2026, evento que reuniu empresas como XP Inc., Google e Gartner para discutir tendências de tecnologia e segurança digital no ambiente corporativo.
Segundo especialistas, os dispositivos usados no dia a dia — como smartphones, notebooks, terminais de pagamento e equipamentos industriais — passaram a ser considerados a nova “fronteira de segurança” das organizações.
“Ele virou a nova borda de segurança das empresas”, afirmou Thiago Carvalho, cofundador da Urmobo, ao destacar que o endpoint deixou de ser apenas um equipamento e passou a representar um ponto crítico de proteção de dados.
O evento apontou três fatores principais para essa mudança: a descentralização do trabalho, a diversidade de dispositivos conectados e a sofisticação das ameaças digitais. Com isso, a segurança deixou de estar concentrada apenas na rede interna das empresas e passou a depender diretamente da gestão dos endpoints.
Durante o encontro, dados apresentados pela consultoria Gartner indicaram que 89% das empresas da América Latina pretendem aumentar investimentos em segurança digital, enquanto 83% planejam ampliar aportes em inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, o uso não controlado de IA já preocupa o setor: mais da metade dos funcionários utiliza contas pessoais para acessar ferramentas de inteligência artificial no trabalho, e parte deles admite inserir informações sensíveis nessas plataformas.
Outro destaque foi a evolução do sistema Android Enterprise, do Google, que vem ampliando a segurança e a gestão de dispositivos corporativos em larga escala, com padronização e monitoramento centralizado.
Especialistas afirmam que, com o avanço da digitalização, a gestão de dispositivos deve ganhar ainda mais importância estratégica, deixando de ser apenas um suporte técnico para se tornar parte central da governança de tecnologia das empresas.