Política SAÚDE MENTAL
Câmara debate criação de política nacional para saúde mental após tragédias climáticas
Projeto prevê atendimento psicológico para vítimas de enchentes, queimadas, secas e outros desastres ambientais
25/05/2026 10h10
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Thiago Cristino / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

BRASIL — A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados realizará, na próxima terça-feira (26), uma audiência pública para discutir a criação da Política Nacional de Saúde Mental Climática. A proposta busca criar uma estrutura de apoio emocional e psicossocial para pessoas afetadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, queimadas, deslizamentos e deslocamentos forçados.

O debate gira em torno do Projeto de Lei 6151/25, apresentado pelos deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), e acontecerá às 9h30, reunindo especialistas em saúde mental, representantes do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, organizações da sociedade civil e vítimas de tragédias climáticas.

Entre as principais medidas previstas no texto estão a criação do Sistema Nacional de Saúde Mental Climática, o atendimento psicossocial antes, durante e depois de desastres naturais e a implantação de Centros de Resiliência, Cura e Reconstrução de Comunidades em regiões atingidas.

A proposta ganhou força após as enchentes históricas no Rio Grande do Sul e vem sendo articulada pela advogada e ativista climática Luciana Brafman, fundadora da organização Time To Act, que também participará da audiência pública.

O relator do projeto na comissão, deputado Gilson Daniel (Pode-ES), afirmou que o debate é importante para aprofundar a discussão sobre os impactos emocionais da crise climática e aprimorar soluções públicas de apoio às populações afetadas.

Segundo o parlamentar, a iniciativa pode contribuir para a construção de políticas mais eficazes e sustentáveis diante do aumento da frequência de eventos extremos no país.

Além do debate no Congresso, a proposta também impulsionou a campanha “Saúde Mental Climática”, voltada à conscientização da população sobre os efeitos psicológicos das mudanças climáticas e ao acompanhamento da tramitação do projeto.