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Lula critica extrema direita e diz que universidades são alvo por promover pensamento crítico
Presidente também defendeu investimento em inteligência artificial e alertou para riscos do “colonialismo digital”
26/05/2026 09h08
Por: Redação Fonte: InfoMoney
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão de abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil - África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil CICB. Foto: Ricardo Stuckert / PR

BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que a extrema direita “não tolera a autonomia das universidades” e criticou movimentos que, segundo ele, tentam limitar a atuação de professores e estudantes. A declaração foi feita durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília.

Durante o discurso, Lula defendeu o papel das universidades públicas na formação do pensamento crítico e no enfrentamento de desigualdades sociais.

“A extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam a sala de aula em instrumento de dominação”, afirmou o presidente.

Lula também relacionou a educação ao combate a diferentes formas de discriminação, como racismo, misoginia e xenofobia.

“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e a todas as formas de discriminação. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência”, declarou.

O evento reúne representantes de universidades brasileiras e africanas e busca ampliar acordos de cooperação acadêmica, intercâmbio estudantil e pesquisa científica entre os dois continentes. Segundo o governo federal, atualmente existem 235 acordos firmados com 38 países africanos.

Ao longo do discurso, Lula também falou sobre o papel da tecnologia na educação e defendeu investimentos em inteligência artificial (IA), mas fez alertas sobre concentração de poder tecnológico.

“A IA é uma ferramenta estratégica, mas o colonialismo digital é uma ameaça real nas mãos de poucos países e poucas empresas. Os algoritmos se transformaram em instrumento de dominação”, disse.

Segundo o presidente, ampliar infraestrutura digital é essencial para enfrentar desafios históricos em áreas como saúde, cultura, educação e inovação tecnológica.

Os encaminhamentos do encontro devem ser formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deverá orientar futuras ações de cooperação entre instituições dos dois continentes.