Saúde CÂMARA DOS DEPUTADOS
Comissão da Câmara debate controle de espécies invasoras e impactos do javali no Brasil
Audiência pública discutirá medidas para fortalecer o manejo da fauna exótica invasora, diante de riscos à saúde, biodiversidade e agropecuária
27/05/2026 15h45
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove, nesta quinta-feira (28), uma audiência pública para discutir o controle e o manejo de espécies invasoras no Brasil, com foco especial no javali, considerado uma ameaça crescente à biodiversidade, à produção agropecuária e à saúde pública.

O debate foi solicitado pelo deputado federal Dr. Luiz Ovando e ocorrerá às 9h30, no plenário 7 da Câmara dos Deputados.

A discussão acontece no contexto da análise do Projeto de Lei 3895/25, relatado pelo parlamentar na Comissão de Saúde, que propõe a criação do Fundo Nacional de Incentivo ao Controle de Fauna Exótica Invasora. Também estão apensados ao texto os projetos PL 4253/25 e PL 517/26, que preveem instrumentos para apoiar ações de erradicação, manejo e controle dessas espécies em todo o território nacional.

Segundo o deputado, animais exóticos introduzidos no país, como o javali, provocam desequilíbrios ambientais severos, prejuízos à agricultura e pecuária e ainda elevam o risco de transmissão de doenças.

Dados apresentados pelo parlamentar apontam que os javalis já estão presentes em ao menos 15 estados brasileiros e geram prejuízos estimados em R$ 500 milhões por ano apenas ao setor agrícola, afetando culturas como milho, soja, sorgo e trigo.

Além dos impactos econômicos, há preocupação sanitária. O consumo da carne sem inspeção adequada e o contato frequente entre esses animais e populações rurais podem favorecer a disseminação de doenças e surtos epidemiológicos.

“O combate eficaz a essas ameaças exige políticas públicas organizadas, contínuas e apoiadas em instrumentos de incentivo claros e eficientes”, argumentou Luiz Ovando.

O parlamentar ainda destacou que a situação vem se agravando ano após ano, tornando necessária uma resposta mais estruturada para proteger o meio ambiente, a segurança alimentar e a saúde pública.