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Operação em 5 estados investiga ligação do PCC com setor de combustíveis

Gaeco e Receita Federal apuram fraudes, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis ligados à facção criminosa

Por: Redação Fonte: Agência Brasil
28/05/2026 às 09h22
Operação em 5 estados investiga ligação do PCC com setor de combustíveis
© Tomaz Silva/Agência Brasil

SÃO PAULO — O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) uma operação para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis em cinco estados brasileiros.

Batizada de Operação Fluxo Oculto, a ação ocorre simultaneamente em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O objetivo é desarticular um suposto esquema de fraudes tributárias, sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Segundo as investigações do Ministério Público de São Paulo, o foco principal está em seis fintechs, instituições financeiras digitais que estariam funcionando como uma espécie de “banco paralelo” para movimentação financeira do grupo criminoso.

De acordo com os investigadores, essas empresas teriam criado um sistema interno de compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento supostamente administrados pelo PCC.

A investigação também busca comprovar o uso irregular de nafta petroquímica, um solvente utilizado para adulteração de combustíveis. Conforme apurado pelas autoridades, a substância estaria sendo desviada para terminais e postos, alimentando um esquema de comercialização por meio de empresas fantasmas.

A Operação Fluxo Oculto representa uma nova fase da Operação Carbono Oculto, investigação anterior que apontou o avanço do crime organizado sobre o mercado de combustíveis e o sistema financeiro, incluindo instituições de pagamento e investimentos.

Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio de equipes do Gaeco e dos Ministérios Públicos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre prisões ou valores movimentados pelo esquema investigado.

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