BRASÍLIA — A União e o Governo do Distrito Federal (GDF) fecharam nesta quinta-feira (28) um acordo para viabilizar uma operação de crédito ao Banco de Brasília, após exigência do Banco Central (BC) para recomposição das contas da instituição financeira diante das fraudes investigadas no chamado caso Master.
Pelo acordo, o empréstimo será contratado pelo BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos, entidade privada formada por bancos públicos e privados, sem necessidade de aval financeiro direto do governo federal.
O valor previsto para a operação é de R$ 6,6 bilhões, conforme solicitado pelo Governo do Distrito Federal.
Como garantia da operação, o FGC terá acesso a recursos federais destinados ao Distrito Federal por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O entendimento foi firmado durante audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal (STF). O GDF havia acionado a Corte para pedir a revisão de sua nota de crédito pelo Tesouro Nacional, condição necessária para permitir a contratação do empréstimo.
Com o acordo entre as partes, não foi necessária uma decisão judicial sobre o caso.
A operação de crédito atende a uma exigência do Banco Central após irregularidades apontadas na investigação da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Segundo as apurações, foram identificadas fraudes envolvendo ativos financeiros sem lastro e inconsistências relacionadas ao Banco Master.
Em setembro do ano passado, o Banco Central rejeitou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, após identificar irregularidades financeiras no processo.
O BRB havia aprovado, em março de 2025, a aquisição de 58% do capital do Banco Master, em operação estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades regulatórias e órgãos de controle.