BRASIL — O aumento dos casos graves de influenza no país acendeu um alerta entre especialistas em saúde. Segundo infectologistas ouvidos pelo g1, o antiviral oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, pode reduzir em até 52% as hospitalizações relacionadas à gripe quando iniciado precocemente.
Além disso, o medicamento também pode diminuir em até 38% o risco de morte, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Até maio deste ano, o Brasil já havia registrado mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza, número cerca de 70% maior do que no mesmo período de 2025.
Dos 1.210 óbitos associados a vírus respiratórios, 57% tiveram relação com influenza, segundo os dados mais recentes.
Especialistas reforçam que o principal fator para o sucesso do tratamento é o tempo.
O antiviral apresenta melhores resultados quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, reduzindo a duração da doença, a intensidade do quadro e o risco de complicações.
Entre os benefícios observados estão:
✔️ redução de aproximadamente um dia nos sintomas;
✔️ diminuição de complicações leves;
✔️ queda de até 52% nas hospitalizações;
✔️ redução do risco de morte, especialmente entre idosos e grupos vulneráveis.
O Ministério da Saúde recomenda o uso principalmente para pessoas com maior risco de agravamento, como:
Em muitos casos, o medicamento pode ser iniciado mesmo sem confirmação laboratorial, quando há suspeita clínica de influenza.
Segundo o Ministério da Saúde, praticamente todos os estados brasileiros apresentam cenário de alerta, risco ou alto risco para síndromes respiratórias graves, com exceção de Rondônia.
A Influenza A segue em crescimento principalmente na região Sul e em estados como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.
Apesar da importância do antiviral, especialistas ressaltam que a vacina contra a gripe segue sendo a principal estratégia de prevenção, ajudando a reduzir internações, casos graves e mortes.
Mais de 26 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil, mas entidades médicas alertam que a meta de cobertura vacinal de 90% da população ainda não foi alcançada.
Médicos orientam que pessoas com sintomas gripais intensos ou pertencentes a grupos de risco procurem atendimento rapidamente, já que o tempo é decisivo para o sucesso do tratamento.