
BRASÍLIA — O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou nesta segunda-feira (1º) acreditar que a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 terá tramitação rápida no Senado Federal.
A declaração foi feita durante o Fórum de Lisboa, evento jurídico realizado em Portugal e organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Segundo o parlamentar, a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados representou uma conquista histórica para os trabalhadores brasileiros. Paulinho destacou que a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 são reivindicações antigas dos movimentos sindicais.
O deputado também informou que já discutiu o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). De acordo com ele, uma reunião entre as centrais sindicais e o senador deverá ocorrer na próxima semana para tratar da tramitação da proposta.
Paulinho afirmou estar confiante de que o texto avançará na Casa Legislativa e classificou uma eventual aprovação como uma importante vitória para os trabalhadores.
A proposta aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de trabalho e, na prática, extingue o modelo conhecido como escala 6x1, no qual o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto ainda precisará passar por análise e votação em dois turnos no Senado antes de seguir para promulgação.
Apesar do avanço na Câmara, a matéria enfrenta resistência entre parte dos senadores. A oposição apresentou uma alternativa conhecida como PEC do Horário Flexível, que mantém a possibilidade da escala 6x1 e prioriza negociações entre empregadores e empregados sobre jornadas de trabalho.
Segundo informações divulgadas pelo Congresso em Foco, a proposta alternativa já conta com o apoio formal de 40 dos 81 senadores, número próximo à metade da composição da Casa.
Durante a entrevista, Paulinho também avaliou que a Câmara dos Deputados já concluiu os principais debates do primeiro semestre. Segundo ele, o foco do Congresso Nacional deverá se voltar para a discussão do Orçamento da União após o recesso parlamentar e durante o segundo semestre de 2026.