Internacional TENSÃO COMERCIAL
Brasil não é aliado dos EUA, afirma Marco Rubio durante audiência no Senado americano
Secretário de Estado citou o Brasil ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia ao falar sobre governos que não estariam alinhados aos interesses de Washington
02/06/2026 17h42
Por: Redação Fonte: CNN Brasil, Reuters e declarações reproduzidas por veículos internacionais.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, em 5 de maio. Fotógrafa: Stefani Reynolds/Bloomberg

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil não faz parte do grupo de países considerados aliados dos interesses americanos na América Latina. A declaração foi feita durante uma audiência no Senado dos EUA e ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Ao comentar a situação política da região, Rubio afirmou que a América Latina está atualmente "repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos". Como exceções, ele mencionou o Brasil, além de Cuba, Venezuela, Nicarágua e o atual governo da Colômbia.

Rubio ressaltou que o Brasil vive atualmente um ciclo eleitoral, observação semelhante à feita sobre a Colômbia. Segundo analistas, a fala sinaliza que Washington enxerga Brasília como mais distante de sua agenda estratégica regional.

A declaração ocorre um dia após o governo do presidente Donald Trump propor uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida foi baseada em uma investigação comercial que apontou supostas práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos americanos em áreas como comércio digital, sistema Pix, propriedade intelectual, etanol e questões ambientais.

O aumento das tarifas faz parte de uma estratégia adotada pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da legislação comercial americana, utilizada para contestar políticas consideradas discriminatórias ou prejudiciais a empresas do país.

No Brasil, o governo federal acompanha a situação e busca alternativas diplomáticas para reduzir os impactos econômicos das possíveis sanções comerciais. O tema também deve ser discutido no Congresso Nacional e em futuras negociações bilaterais entre os dois países.