Polícia OPERAÇÃO PF
PF faz operação contra grupo suspeito de aplicar golpes com SMS falsos e centrais telefônicas
Investigação apura esquema que enviava mensagens fraudulentas para induzir vítimas a fornecer dados bancários e permitir invasão de contas
02/06/2026 18h11
Por: Redação
Polícia Federal / Jornal de Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Linha Fantasma para combater um esquema de fraudes bancárias eletrônicas praticadas por meio de mensagens de SMS falsas e falsas centrais de atendimento telefônico.

A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão, sendo um na cidade de São Paulo e dois em Feira de Santana, na Bahia. Também foram executados dois mandados de prisão temporária e realizadas duas prisões em flagrante. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Sorocaba (SP).

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início após uma operadora de telefonia identificar disparos em massa de mensagens suspeitas. Os SMS informavam supostas compras ou movimentações financeiras irregulares e orientavam as vítimas a entrarem em contato com números iniciados por 0800, apresentados como centrais de atendimento.

Ao realizar a ligação, as vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais e bancários ou a seguir procedimentos que permitiam o acesso indevido às suas contas financeiras.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam empresas formalmente registradas e infraestrutura tecnológica para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso. A estrutura era usada para sustentar o funcionamento das falsas centrais telefônicas e aumentar a credibilidade dos contatos realizados com as vítimas.

Os investigadores também identificaram indícios de movimentações financeiras fracionadas, estratégia que pode ter sido utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos obtidos por meio das fraudes.

A operação é resultado de informações reunidas pelo Projeto Tentáculos, iniciativa desenvolvida por meio de acordos de cooperação técnica entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e instituições financeiras e de pagamento.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que novas infrações podem ser identificadas durante o andamento das investigações.