Economia AVIAÇÃO
Governo quer atrair duas companhias aéreas de baixo custo para operar no Brasil ainda em 2026
JetSMART e Sky Airline são apontadas como principais candidatas; proposta prevê integração do mercado aéreo no Mercosul.
05/06/2026 11h34
Por: Redação Fonte: CNN Brasil

BRASÍLIA — O governo federal trabalha para atrair ao menos duas companhias aéreas de baixo custo, conhecidas como “low-cost”, para operar no mercado doméstico brasileiro ainda em 2026. A informação foi confirmada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, que aponta as empresas chilenas JetSMART e Sky Airline como principais interessadas no projeto.  

 

Atualmente, ambas as companhias já realizam voos internacionais para o Brasil, mas ainda não operam rotas domésticas dentro do país. O objetivo do governo é ampliar a concorrência no setor aéreo e aumentar a oferta de passagens com preços mais acessíveis aos consumidores.  

 

A iniciativa faz parte de uma proposta de criação de um mercado único da aviação no Mercosul. O Ministério de Portos e Aeroportos pretende apresentar o projeto ainda neste mês de junho aos países integrantes do bloco econômico.  

 

Pela proposta, companhias aéreas autorizadas a operar em um país do Mercosul poderiam atuar com mais facilidade nos demais mercados do bloco. A medida permitiria que empresas estrangeiras realizassem voos domésticos no Brasil e, ao mesmo tempo, abriria novas oportunidades para companhias brasileiras expandirem suas operações em países vizinhos.  

 

Segundo o governo, a expectativa é que os principais pontos do acordo sejam definidos até setembro. Após essa etapa, ainda será necessária a regulamentação das novas regras antes do início efetivo das operações domésticas pelas empresas estrangeiras.  

 

A entrada de companhias low-cost no mercado brasileiro é uma discussão antiga. Diversas tentativas ocorreram nos últimos anos, mas enfrentaram obstáculos como o alto índice de judicialização do setor aéreo e os custos regulatórios relacionados a atrasos e cancelamentos de voos.  

 

O governo avalia que a ampliação da concorrência poderá fortalecer o setor, aumentar a conectividade entre cidades e contribuir para a redução dos preços das passagens aéreas no médio prazo.