Internacional IMIGRAÇÃO
Papa pede resposta multilateral e digna para crise migratória mundial
Leão XIV defende acolhimento, proteção e integração de migrantes durante visita à Espanha
08/06/2026 13h21
Por: Redação Fonte: Agência Brasil, EFE e Vatican News.
Agência Brasil, EFE e Vatican News.

O papa Leão XIV voltou a defender uma resposta internacional coordenada para enfrentar a crise migratória global. Durante discurso realizado nesta segunda-feira (8), em visita oficial à Espanha, o pontífice afirmou que o drama vivido por milhões de migrantes e refugiados exige ações que coloquem as pessoas no centro das decisões políticas e humanitárias.

Segundo o líder da Igreja Católica, a situação migratória não deve ser analisada apenas sob aspectos econômicos ou demográficos, mas também como uma questão moral e jurídica que desafia a consciência das nações e o funcionamento da ordem internacional.

Leão XIV defendeu uma atuação conjunta entre países para garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração para pessoas que deixam seus locais de origem em busca de segurança ou melhores condições de vida. O pontífice também pediu a criação de caminhos legais e seguros para a migração, além de medidas que permitam às populações permanecerem em seus países de origem quando desejarem.

Durante o pronunciamento, o papa alertou para os riscos da discriminação baseada em nacionalidade, etnia, religião, idioma ou condição social. Segundo ele, práticas desse tipo representam uma violação grave do princípio da dignidade humana universal.

O líder religioso também reforçou a importância do multilateralismo e da cooperação entre os países para enfrentar desafios globais, posição que vem sendo defendida desde o início de seu pontificado. Em declarações recentes, Leão XIV destacou que o diálogo internacional continua sendo uma ferramenta indispensável para a construção da paz e para a solução de conflitos.

A fala ocorre em meio ao aumento dos fluxos migratórios em diversas regiões do mundo, impulsionados por guerras, crises econômicas, mudanças climáticas e perseguições políticas. Organizações internacionais estimam que milhões de pessoas estejam atualmente em situação de deslocamento forçado.

Ao encerrar o discurso, o papa defendeu que fronteiras deixem de ser locais de abandono e passem a funcionar como espaços de proteção da dignidade humana, reforçando a necessidade de solidariedade entre os países diante do fenômeno migratório global.