O governo federal trabalha com a meta de zerar até setembro deste ano a fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que aguardam análise há mais de 45 dias. A expectativa é reduzir o estoque de requerimentos represados às vésperas das eleições presidenciais de 2026.
De acordo com dados do governo, a fila total do INSS encerrou o mês de maio com cerca de 2,2 milhões de solicitações. Desse total, aproximadamente 765 mil pedidos estavam fora do prazo considerado adequado para análise, superior a 45 dias. Outros processos ainda dependem de informações complementares dos segurados.
O plano do Executivo prevê manter o ritmo de redução registrado nos últimos meses. Em janeiro, o número de requerimentos atrasados ultrapassava 1,9 milhão. Desde então, o estoque vem apresentando queda significativa, impulsionado por ações de reforço operacional e pagamento de bônus a servidores responsáveis pela análise dos processos.
A redução da fila se tornou uma das prioridades da administração federal após o volume de pedidos alcançar recordes no início do ano. O tema ganhou relevância política por afetar diretamente aposentados, pensionistas e trabalhadores que aguardam benefícios previdenciários e assistenciais.
Segundo o governo, o objetivo é manter apenas o fluxo normal de solicitações que ingressam mensalmente no sistema, sem acúmulo de processos pendentes. O Ministério da Previdência e o INSS vêm adotando medidas para acelerar as análises, incluindo programas específicos voltados à redução dos estoques de requerimentos.
Apesar dos avanços anunciados, especialistas apontam que o desafio permanece elevado devido ao grande volume de pedidos e à necessidade de garantir agilidade sem comprometer a qualidade das análises.