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União Europeia oficializa veto à carne brasileira e suspenderá importações a partir de setembro

Bloco europeu afirma que Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal; governo tenta reverter decisão.

Por: Redação Fonte: Agência Brasil, G1, Comissão Europeia e UOL Economia.
08/06/2026 às 11h37
União Europeia oficializa veto à carne brasileira e suspenderá importações a partir de setembro
No domingo (7.jun), o Irã lançou mísseis contra o território israelense em retaliação a um bombardeio em Beirute, capital do Líbano; na foto, bandeira do Irã ... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-internacional/ira-diz-que-eu

A União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para os 27 países do bloco. A medida passa a valer a partir de 3 de setembro e atinge carnes bovina, de aves e equinos, além de peixe, mel e tripas.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou documentação suficiente para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na cadeia produtiva animal. O bloco exige garantias de que determinados medicamentos considerados essenciais para a saúde humana não sejam utilizados na produção destinada à exportação.

A decisão foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União Europeia na última sexta-feira (5) e confirma um anúncio feito anteriormente pelo bloco europeu. O principal ponto de divergência envolve a comprovação documental sobre a rastreabilidade e o uso de substâncias antimicrobianas ao longo da produção animal brasileira.

Apesar do veto, a Comissão Europeia informou que o Brasil poderá voltar à lista de países autorizados caso consiga demonstrar o atendimento integral às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

O impacto econômico preocupa o setor agropecuário. A União Europeia está entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal. Estimativas apontam que as vendas desses produtos ao mercado europeu movimentam cerca de US$ 1,8 bilhão por ano.

Enquanto isso, o governo brasileiro mantém negociações diplomáticas para tentar reverter a medida antes da entrada em vigor do veto. Técnicos do Ministério da Agricultura e representantes europeus já realizaram reuniões para discutir as exigências sanitárias e apresentar informações complementares.

Os demais países do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem autorizados a exportar os produtos para o mercado europeu.

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