Educação INCLUSÃO
Comissão aprova incentivo a cursos gratuitos de Libras para familiares de pessoas com deficiência auditiva
Projeto prevê oferta de cursos em universidades e institutos federais e cria selo para empresas que apoiem a capacitação.
09/06/2026 12h22
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias.
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê o fomento à oferta de cursos gratuitos de extensão em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em universidades e institutos federais. A proposta estabelece que os cursos sejam direcionados prioritariamente a familiares de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

O texto aprovado também cria o chamado Selo de Inclusão, destinado a empresas que incentivem a participação de seus colaboradores nos cursos de Libras. A medida busca ampliar o acesso ao aprendizado da língua e fortalecer a inclusão social das pessoas com deficiência auditiva.

A proposta altera a Lei nº 10.436, de 2002, que reconhece oficialmente a Libras como meio legal de comunicação e expressão no Brasil.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Duda Ramos ao Projeto de Lei 3912/24, de autoria do deputado Nikolas Ferreira. A versão original era voltada especificamente para famílias de crianças com surdez ou deficiência auditiva.

Segundo o relator, a proposta representa uma ação concreta para reduzir barreiras de comunicação dentro das famílias, favorecendo a inclusão e o desenvolvimento das pessoas com deficiência auditiva. Ele destacou ainda que o aprendizado de Libras pelos familiares contribui para o contato precoce das crianças com a língua de sinais.

Durante a análise da matéria, foram feitas adaptações ao texto para evitar possíveis conflitos com a autonomia das instituições de ensino superior, mantendo o caráter de incentivo à oferta dos cursos.

Próximas etapas

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o projeto precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.