Economia DINHEIRO ESQUECIDO
Brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões em valores esquecidos nos bancos em abril
Banco Central informa que sistema já devolveu R$ 15 bilhões; ainda há bilhões de reais disponíveis para consulta e resgate.
09/06/2026 18h21
Por: Redação Fonte: Agência Brasil e Banco Central do Brasil.

Os brasileiros retiraram R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro apenas no mês de abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). O montante foi recuperado por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma criada para permitir a consulta e o resgate de recursos esquecidos em bancos, consórcios, financeiras e outras instituições.

De acordo com o BC, desde a criação do sistema já foram devolvidos aproximadamente R$ 15 bilhões a pessoas físicas e jurídicas. Mesmo assim, ainda existem bilhões de reais que continuam à espera dos proprietários ou de seus herdeiros.

Os valores podem ter origem em contas encerradas com saldo disponível, tarifas cobradas indevidamente, recursos esquecidos em instituições financeiras, cotas de cooperativas de crédito e outras situações previstas pelo sistema financeiro nacional.

Segundo o levantamento mais recente, parte dos recursos que permaneciam disponíveis foi transferida pelo governo federal para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado como garantia do programa Desenrola Brasil 2.0. O Ministério da Fazenda informou que R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao fundo. No entanto, os titulares desses valores continuarão tendo direito à devolução, mediante procedimento que será regulamentado pelo governo.

Após a publicação de edital específico, os cidadãos terão prazo para solicitar a restituição dos recursos transferidos ao fundo público. Caso não haja manifestação dentro do período estabelecido, os valores serão incorporados definitivamente ao FGO.

O Sistema de Valores a Receber permite consultas gratuitas por meio do CPF ou CNPJ. Quando há recursos disponíveis, o titular pode solicitar a devolução diretamente pelo sistema do Banco Central ou junto à instituição financeira responsável pelos valores.

Especialistas recomendam que os cidadãos realizem consultas periódicas, já que novos valores podem ser incluídos no sistema à medida que instituições financeiras atualizam suas informações junto ao Banco Central.