
A caderneta de poupança registrou entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). O resultado representa a primeira captação positiva da modalidade em 2026, após meses consecutivos de saques superiores aos depósitos.
De acordo com o relatório, os brasileiros depositaram R$ 368,4 bilhões na poupança durante o mês, enquanto os saques somaram R$ 365,8 bilhões. Com isso, as entradas superaram as retiradas em aproximadamente R$ 2,6 bilhões.
Além da captação positiva, os rendimentos creditados nas contas alcançaram R$ 6,2 bilhões. Com isso, o saldo total aplicado na caderneta ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão.
Apesar do resultado favorável em maio, o acumulado do ano ainda permanece negativo. Entre janeiro e maio, a poupança registra retirada líquida de R$ 39,1 bilhões, reflexo principalmente do cenário de juros elevados, que torna outras aplicações financeiras mais atrativas para os investidores.
Nos últimos anos, a modalidade tem enfrentado dificuldades para competir com investimentos de renda fixa que acompanham a taxa Selic. Em 2025, a poupança encerrou o ano com retirada líquida de R$ 85,6 bilhões, enquanto em 2024 o saldo negativo foi de R$ 15,5 bilhões.
Especialistas apontam que a manutenção dos juros em patamares elevados reduz a atratividade da caderneta, já que investimentos atrelados à Selic ou a títulos públicos costumam oferecer rentabilidade superior. Ainda assim, a poupança segue sendo uma das aplicações mais utilizadas pelos brasileiros devido à simplicidade e à isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
O Banco Central continuará monitorando a movimentação da modalidade ao longo dos próximos meses para avaliar se o resultado positivo de maio representa uma mudança de tendência ou apenas uma recuperação pontual.