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Governo prevê aumentar mistura de etanol na gasolina de 30% para até 32%

Proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética e pode reduzir a necessidade de importação de gasolina pelo Brasil.

Por: Redação Fonte: Agência Brasil.
10/06/2026 às 10h14
Governo prevê aumentar mistura de etanol na gasolina de 30% para até 32%

O governo federal pretende elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para até 32%. A proposta foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e deverá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para análise nos próximos dias.

Segundo o ministro, a medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada pelo conselho em até 15 dias. Caso aprovada, a nova composição passará a ser conhecida como E32, em referência ao percentual de etanol presente na gasolina comercializada no país.

O governo avalia que a ampliação do uso de etanol pode reduzir a dependência da gasolina importada, fortalecendo a produção nacional de combustíveis renováveis e diminuindo a exposição do mercado brasileiro às oscilações internacionais do petróleo.

Além da questão energética, a proposta também é vista como uma medida para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Representantes do setor sucroenergético afirmam que a produção nacional possui capacidade para atender à demanda adicional gerada pela mudança. A expectativa é que o aumento da mistura estimule investimentos e fortaleça a cadeia produtiva do etanol.

O tema já vinha sendo discutido pelo governo nos últimos meses e está previsto dentro das diretrizes da política nacional de combustíveis renováveis. Estudos técnicos realizados pelo setor indicam que a maior parte da frota brasileira pode operar normalmente com o percentual ampliado de etanol na gasolina.

A decisão final dependerá da aprovação do CNPE, órgão responsável por definir as diretrizes da política energética nacional. Se aprovada, a mudança poderá entrar em vigor ainda este ano.

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