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Especialistas alertam para tráfico de pessoas voltado a centros de golpes digitais na Ásia

Audiência na Câmara discute avanço de redes criminosas que aliciam vítimas com falsas ofertas de emprego para exploração em esquemas de fraudes virtuais.

Por: Redação Fonte: Câmara dos Deputados.
10/06/2026 às 16h42
Especialistas alertam para tráfico de pessoas voltado a centros de golpes digitais na Ásia

Especialistas alertaram, em debate promovido na Câmara dos Deputados, para o crescimento do tráfico internacional de pessoas destinado a centros de golpes digitais instalados principalmente em países do Sudeste Asiático.

Segundo os participantes, organizações criminosas têm utilizado falsas ofertas de emprego divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair trabalhadores de diversos países. As promessas geralmente envolvem salários elevados, passagens aéreas e oportunidades em empresas de tecnologia ou atendimento ao cliente.

Após chegarem ao destino, muitas vítimas relatam retenção de passaportes, restrição de liberdade, ameaças e jornadas exaustivas. Em diversos casos, os trabalhadores são obrigados a participar de esquemas de fraudes virtuais e golpes online sob coerção.

Especialistas em direitos humanos afirmam que o problema atingiu dimensões globais. Relatórios internacionais apontam que centros de golpes digitais, inicialmente concentrados em países do Sudeste Asiático, passaram a atrair vítimas de dezenas de nacionalidades, tornando-se uma preocupação crescente para autoridades de segurança e organismos internacionais.

Representantes do poder público destacaram a necessidade de ampliar campanhas de prevenção e conscientização, especialmente entre jovens que buscam oportunidades de trabalho no exterior. O governo brasileiro já emitiu alertas sobre o aumento de casos envolvendo brasileiros recrutados por meio de falsas promessas de emprego na região asiática.

Durante o debate, também foi ressaltada a importância da cooperação internacional para combater redes criminosas transnacionais responsáveis pelo recrutamento, transporte e exploração das vítimas.

Os participantes defenderam o fortalecimento de mecanismos de proteção, assistência consular e combate ao tráfico humano, além da ampliação da troca de informações entre países para enfrentar esse tipo de crime.

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