Cidades AMAZÔNIA
Amazônia recupera superfície de água após dois anos de seca severa
Levantamento aponta aumento das áreas alagadas em 2025, mas especialistas alertam para os efeitos duradouros das estiagens extremas
16/06/2026 13h07
Por: Redação Fonte: Jornal de Brasília.

BRASÍLIA — A Amazônia brasileira registrou recuperação da superfície de água em 2025 após enfrentar dois anos consecutivos de seca severa. Os dados mostram um aumento das áreas cobertas por água em comparação com os períodos mais críticos observados em 2023 e 2024, quando rios atingiram níveis historicamente baixos em diversas regiões da floresta.

Segundo o levantamento, a recuperação foi favorecida pelo retorno de volumes mais elevados de chuva em parte da bacia amazônica. A melhora contribuiu para a recomposição de rios, lagos e áreas alagadas que haviam sido fortemente afetadas pelas estiagens recentes.

Apesar do avanço, pesquisadores alertam que a recuperação da superfície de água não significa o fim dos impactos causados pelos eventos climáticos extremos. Comunidades ribeirinhas, atividades econômicas e ecossistemas ainda enfrentam consequências provocadas pelos períodos prolongados de seca.

Nos últimos anos, a Amazônia viveu uma das sequências mais intensas de estiagem já registradas. A redução dos níveis dos rios prejudicou o transporte de pessoas e mercadorias, afetou o abastecimento de comunidades isoladas e aumentou os riscos para a fauna e a flora da região.

Especialistas apontam que o comportamento dos rios amazônicos está cada vez mais influenciado por eventos climáticos extremos, associados tanto às mudanças climáticas globais quanto a fenômenos naturais como o El Niño.

Além da recuperação hídrica observada em 2025, pesquisadores defendem a ampliação de políticas de monitoramento ambiental, preservação florestal e adaptação às mudanças do clima para reduzir a vulnerabilidade da região diante de novos períodos de seca.

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do planeta e desempenha papel fundamental na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na disponibilidade de recursos hídricos em toda a América do Sul.