Política TRIBUTAÇÃO
Haddad afirma que governadores iniciaram cobrança da “taxa das blusinhas”
Ex-ministro diz que medida foi adotada pelos estados para corrigir distorções tributárias e recebeu aprovação unânime no Congresso
16/06/2026 15h04
Por: Redação Fonte: Poder360 e Veja

SÃO PAULO — O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que a chamada "taxa das blusinhas" teve origem em uma iniciativa dos governadores estaduais para corrigir diferenças na tributação entre produtos importados e mercadorias vendidas pelo varejo nacional. A declaração foi feita durante participação no evento Veja Fórum Rumos do Brasil.

Segundo Haddad, os estados passaram a cobrar ICMS sobre compras internacionais de pequeno valor antes da criação da cobrança federal sobre importações. Para ele, a medida buscava reduzir uma diferença tributária que prejudicava empresas brasileiras diante da concorrência de produtos importados.

O ex-ministro afirmou que a decisão dos governadores foi aprovada de forma unânime e contou com apoio de diferentes partidos políticos. Ele também destacou que a posterior cobrança federal sobre importações recebeu aprovação do Congresso Nacional.

Durante a entrevista, Haddad rebateu críticas que associam exclusivamente ao governo federal a criação da taxa. Segundo ele, a discussão sobre a tributação das compras internacionais envolveu estados, varejistas e parlamentares de diferentes correntes políticas.

A cobrança sobre remessas internacionais de pequeno valor ficou conhecida popularmente como "taxa das blusinhas" e gerou forte repercussão entre consumidores, comerciantes e representantes do setor varejista. O tema esteve entre os principais debates econômicos e tributários do país nos últimos anos.

Haddad também argumentou que a medida buscava garantir condições mais equilibradas de concorrência entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. Segundo ele, havia uma diferença relevante na carga tributária aplicada aos produtos comercializados no mercado brasileiro.

A declaração ocorre em meio ao debate sobre a revisão das regras de tributação das compras internacionais e à discussão sobre os impactos da medida para consumidores, estados e varejistas nacionais.