BRASÍLIA — A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte reação no meio político. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a decisão como uma “vingança”, enquanto parlamentares ligados ao governo federal afirmaram que a atuação do ex-parlamentar configura “traição à pátria”.
A decisão da Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e da aplicação de oito anos de inelegibilidade. A defesa do ex-deputado ainda pode recorrer.
Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro utilizou as redes sociais para criticar o julgamento e afirmar que o irmão estaria sendo alvo de perseguição política. Segundo o senador, a condenação teria motivação ideológica e representaria uma retaliação por posicionamentos políticos adotados por Eduardo nos últimos anos.
Por outro lado, parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e integrantes da base governista defenderam a decisão da Corte. Alguns políticos afirmaram que as acusações analisadas pelo Supremo envolveriam condutas incompatíveis com os interesses nacionais e classificaram a atuação do ex-deputado como prejudicial ao país.
O caso aumentou a tensão entre governistas e oposicionistas no Congresso Nacional. Líderes de diferentes partidos passaram a trocar críticas públicas após o julgamento, ampliando o debate político em torno da decisão judicial.
Especialistas avaliam que a repercussão do caso deverá se estender nos próximos dias, especialmente diante da possibilidade de recursos judiciais e dos impactos políticos da inelegibilidade imposta ao ex-parlamentar.
Enquanto aliados de Eduardo Bolsonaro falam em perseguição política, apoiadores da decisão sustentam que o julgamento ocorreu dentro das regras do Estado Democrático de Direito. O tema segue gerando forte polarização no cenário político nacional.