
BRASIL — Febre alta, dores musculares e mal-estar costumam ser associados a uma gripe comum, mas, em alguns casos, esses sintomas podem indicar uma doença grave e potencialmente fatal: a hantavirose.
Transmitida principalmente por roedores silvestres, a doença é causada pelo hantavírus e pode evoluir rapidamente, comprometendo os pulmões e o sistema cardiovascular.
A principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados. O risco é maior em ambientes fechados, pouco ventilados ou com sinais de infestação, como galpões, celeiros, depósitos e imóveis abandonados.
Os sintomas iniciais costumam surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e podem ser facilmente confundidos com uma gripe ou virose.
Entre os principais sinais estão:
▪️ febre alta e calafrios
▪️ dores musculares intensas, especialmente nas costas e pernas
▪️ dor de cabeça forte
▪️ náuseas, vômitos e dor abdominal
▪️ tontura e mal-estar geral
Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, considerada a fase mais crítica.
Nessa etapa, o paciente pode apresentar falta de ar, tosse seca, queda de pressão, aumento dos batimentos cardíacos e acúmulo de líquido nos pulmões, quadro que exige atendimento médico urgente.
Especialistas alertam que pessoas com sintomas gripais que tenham frequentado áreas rurais, matas, galpões ou locais com presença de roedores devem procurar um pronto-socorro imediatamente.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra a hantavirose. O atendimento é feito com suporte médico intensivo, geralmente em unidades de terapia intensiva (UTI).
A principal forma de prevenção inclui manter ambientes limpos, evitar contato com fezes e urina de roedores, armazenar alimentos corretamente e ventilar locais fechados antes da limpeza.