
BRASIL — O mercado financeiro reduziu a projeção para o déficit primário do governo federal em 2026 e 2027, segundo dados do relatório Prisma Fiscal divulgados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda.
A mediana das estimativas para 2026 caiu de R$ 59,019 bilhões, projetados em abril, para R$ 57,827 bilhões em maio. Já para 2027, a previsão recuou de R$ 50,359 bilhões para R$ 47,965 bilhões.
O déficit primário representa o resultado das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Quando as despesas superam as receitas, o resultado é negativo.
Apesar da melhora nas projeções, a meta fiscal do governo para 2026 prevê um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, após os descontos permitidos pelo atual arcabouço fiscal, a expectativa do mercado para o resultado considerado no cumprimento da meta ficou positiva em R$ 3,5 bilhões.
As projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), indicador que mede o endividamento do setor público em relação ao PIB, também apresentaram melhora. A estimativa para o fim de 2026 caiu de 83,28% para 83% do PIB, enquanto para 2027 recuou de 86,60% para 86,45%.
Por outro lado, a previsão do déficit nominal, que inclui o pagamento dos juros da dívida pública, aumentou. A estimativa passou de R$ 1,016 trilhão para R$ 1,051 trilhão.
O levantamento também mostrou crescimento nas projeções de arrecadação federal e nas despesas do governo. A expectativa para receitas federais em 2026 subiu para R$ 3,141 trilhões, enquanto os gastos totais foram estimados em R$ 2,615 trilhões.
O Prisma Fiscal reúne projeções do mercado financeiro sobre indicadores econômicos e fiscais do país e é divulgado periodicamente pelo Ministério da Fazenda.