
MUNDO — Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram nesta segunda-feira (18) um caso de Ebola em um profissional americano que atuava na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença com ao menos 100 mortes registradas.
Segundo o órgão americano, o paciente será transferido para a Alemanha, onde receberá tratamento especializado. A operação está sendo coordenada em parceria com o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
De acordo com autoridades de saúde americanas, o risco de disseminação para a população dos EUA permanece baixo, já que o caso envolve um profissional que esteve diretamente exposto à doença no Congo.
A emissora britânica BBC informou que a República Democrática do Congo já registrou mais de 390 casos suspeitos relacionados ao atual surto.
Diante do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o cenário como uma emergência internacional de saúde pública.
O atual surto envolve a variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados, segundo autoridades sanitárias.
Por conta disso, especialistas alertam para a possibilidade de uma disseminação regional mais ampla do que a inicialmente identificada.
Ainda segundo informações divulgadas pela BBC e pela CBS News, ao menos seis americanos teriam sido expostos ao vírus durante atividades no Congo, sendo que um deles apresentou sintomas compatíveis com a doença. O CDC não detalhou o total de pessoas monitoradas.
Como medida preventiva, os Estados Unidos anunciaram monitoramento de viajantes vindos de áreas afetadas, além de restrições para estrangeiros que tenham passado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.
Uganda também confirmou casos da doença, incluindo uma morte. Já países vizinhos, como Ruanda e Nigéria, reforçaram ações de vigilância sanitária e controle nas fronteiras.