BRASIL — Após o recolhimento voluntário de lotes de medicamentos da classe das estatinas, cresce a busca por informações sobre como esses remédios atuam no organismo. A medida envolve produtos como atorvastatina cálcica e rosuvastatina cálcica, utilizados no controle do colesterol.
O recolhimento foi realizado de forma preventiva pela empresa Cimed Industria S.A. após a identificação de uma mistura de embalagens entre lotes diferentes. Segundo a fabricante, não há indicação de risco direto aos pacientes, e a ação tem caráter preventivo.
As estatinas são medicamentos amplamente prescritos para reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”. Elas atuam bloqueando uma enzima no fígado responsável pela produção de colesterol, o que leva à redução dos níveis da substância no sangue.
Com menos colesterol sendo produzido, o fígado passa a captar mais LDL circulante, contribuindo para a diminuição do acúmulo de gordura nas artérias e, consequentemente, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Além da ação principal, especialistas destacam que as estatinas também ajudam na redução da inflamação nas artérias e na estabilização de placas de gordura, diminuindo o risco de ruptura e eventos cardíacos graves.
De acordo com estudos recentes, o uso adequado desses medicamentos também está associado à redução de mortalidade em pacientes com alto risco cardiovascular, incluindo pessoas com diabetes.
Apesar da eficácia, as estatinas podem apresentar efeitos colaterais. O mais comum é dor muscular, geralmente leve e reversível. Em casos raros, podem ocorrer alterações hepáticas ou complicações musculares mais graves, embora esses efeitos sejam considerados incomuns.
Especialistas reforçam que o uso das estatinas deve ser sempre indicado e acompanhado por profissionais de saúde, considerando o risco cardiovascular individual de cada pacient