
BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria mantido a decisão de não autorizar qualquer tipo de ajuda do governo federal para um possível socorro ao Banco de Brasília (BRB), segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. A movimentação ocorre após tentativas de articulação política para abrir um canal de diálogo entre o Palácio do Planalto e o governo do Distrito Federal.
De acordo com a reportagem, o pedido de intermediação teria sido feito pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), com apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). No entanto, Lula não teria recebido a governadora e sinalizado que não pretende avançar em uma operação de resgate do banco público.
O BRB enfrenta um momento de instabilidade após descumprir o prazo legal para publicação das demonstrações financeiras de 2025. O banco afirma estar concluindo uma auditoria forense após operações que teriam gerado perdas bilionárias, envolvendo ativos e carteiras de crédito.
Segundo a reportagem, a instituição também lida com pressão de liquidez e depende de operações de capitalização e venda de ativos para reforçar o caixa. O cenário ampliou a preocupação de autoridades do setor financeiro e parlamentares do Distrito Federal.
A movimentação política ocorre em meio a debates sobre possíveis impactos sistêmicos da situação do banco. Integrantes do governo federal, no entanto, avaliam que qualquer socorro direto do Tesouro não deve ser autorizado neste momento.
Procurados, o Palácio do Planalto, a governadora do DF e o BRB não se manifestaram sobre o caso, segundo a reportagem.