
BRASIL — O governo federal afirma que cerca de 26,5 milhões de pessoas deixaram a situação de insegurança alimentar no país, segundo dados apresentados dentro do Plano Brasil Sem Fome.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o resultado é atribuído à combinação de políticas econômicas e sociais, como a redução do desemprego, a valorização do salário mínimo, o controle da inflação e o fortalecimento da rede de proteção social.
A estratégia também envolve ações integradas entre diferentes ministérios e a ampliação de programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Auxílio Gás e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Segundo o governo, a saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) reflete a média dos últimos anos e indica melhora no acesso à alimentação básica.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a insegurança alimentar grave caiu para 3,2% dos domicílios em 2024, o equivalente a cerca de 6,5 milhões de pessoas.
O governo também destaca a ampliação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que passou de 536 municípios em 2023 para mais de 2,2 mil adesões em 2026.
Além disso, programas de incentivo à agricultura familiar e acesso à água, como o Pronaf, o PAA e o Programa Cisternas, também são citados como parte da estratégia.
A nova fase do plano prevê a identificação direta de famílias em vulnerabilidade e a integração entre SUS, SUAS e políticas de segurança alimentar nos territórios mais afetados.