
AMAZONAS — Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade desarticulou, nesta terça-feira (26), um esquema de garimpo ilegal de ouro na região da Estação Ecológica Juami-Japurá, no Amazonas.
A ação contou ainda com apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia e teve como objetivo localizar, identificar e neutralizar estruturas utilizadas na atividade criminosa.
Durante a operação, foram destruídos ou inutilizados equipamentos avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões, entre eles dragas, embarcações, escavadeiras, motores, combustíveis, aparelhos de comunicação e outros materiais usados na exploração ilegal de ouro.
Além disso, os agentes aplicaram mais de R$ 1 milhão em multas ambientais.
As equipes também apreenderam 70 gramas de ouro, 2,1 quilos de mercúrio, utilizado no processo de extração mineral, além de drogas, armas e munições.
Segundo as autoridades, foram encontrados 7,9 gramas de cocaína e 156,7 gramas de maconha no local.
Outro ponto de atenção foi a identificação de uma modalidade de exploração conhecida como garimpo do tipo “baixão”, considerada incomum na região e de alto potencial de degradação ambiental.
A Estação Ecológica Juami-Japurá é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, localizada no noroeste do Amazonas, criada para preservar a bacia hidrográfica do Rio Juami e ecossistemas associados.
De acordo com os órgãos ambientais, a presença de garimpos ilegais ameaça diretamente a biodiversidade amazônica, especialmente áreas de mata ciliar próximas aos cursos d’água, além de ampliar riscos de contaminação por mercúrio.
O metal pesado, frequentemente utilizado na separação do ouro, pode contaminar rios, peixes e populações ribeirinhas, causando impactos ambientais e à saúde humana.