
ILHABELA (SP) — A jovem Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira (28), dois dias após ser encontrada viva à deriva no mar em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, depois de permanecer cerca de 42 horas no oceano.
Bruna deixou o Hospital Municipal Governador Mário Covas Júnior por volta das 16h20, em cadeira de rodas e sob aplausos de profissionais de saúde e equipes que participaram das buscas.
Emocionada, ela agradeceu pelas orações e pediu que a mobilização continue para localizar Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, que desapareceu durante o mesmo passeio de moto aquática e ainda não foi encontrado.
“Agradeço pelos compartilhamentos e pelas orações. Eu também orei demais no mar para Deus me guardar e nos guardar. Peço encarecidamente que continuem orando pelo meu colega, que ainda não foi encontrado”, declarou Bruna ao deixar o hospital.
Segundo boletim médico divulgado mais cedo, a jovem apresentou boa evolução clínica, quadro estável e resposta positiva ao tratamento adotado pela equipe médica.
Bruna foi encontrada com vida na terça-feira (26), durante o terceiro dia de buscas realizadas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Marinha do Brasil. Ela foi localizada por pescadores caiçaras próxima à Ilha de Búzios, em Ilhabela, debilitada, assustada e com sinais de hipotermia, mas consciente.
De acordo com os bombeiros, o uso do colete salva-vidas foi fundamental para a sobrevivência da jovem.
O desaparecimento aconteceu no domingo (24), quando Bruna e Dheorge saíram para um passeio de moto aquática na região da Praia Ponta das Canas, no sul de Ilhabela. Na manhã seguinte, a embarcação foi encontrada à deriva em alto-mar, a cerca de 22 quilômetros do local do desaparecimento.
As buscas por Dheorge continuam mobilizando equipes da Marinha, Corpo de Bombeiros, helicóptero, pescadores e voluntários da região.
Natural de Alcântaras (CE), Dheorge morava há cerca de dez anos em São José do Rio Preto (SP), onde trabalhava como pizzaiolo. Familiares acompanham as buscas à distância e dizem manter a esperança de encontrá-lo com vida após o resgate de Bruna.
“Dela ter aparecido foi uma esperança grande pra gente, porque mostra que também existe chance de encontrarem ele vivo”, afirmou a mãe dele, Maria de Fátima Pereira Bernardino.
Segundo protocolo do Corpo de Bombeiros, operações de busca no mar costumam ser intensificadas nos primeiros cinco dias, considerados cruciais para resgates.