
BRASIL — A gestão de dispositivos corporativos deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas, impulsionada pelo avanço da mobilidade, pela expansão do uso de inteligência artificial e pelo aumento das ameaças cibernéticas.
A avaliação foi destaque em evento do setor de tecnologia que reuniu executivos e especialistas de mercado, incluindo representantes de grandes empresas globais, para discutir tendências de segurança digital e transformação corporativa.
Segundo especialistas do setor, os dispositivos utilizados no dia a dia — como celulares, notebooks, equipamentos industriais e terminais de pagamento — passaram a ser considerados a principal “fronteira de segurança” das organizações, já que muitas operações ocorrem fora das redes corporativas tradicionais.
Com o crescimento do trabalho remoto e do uso de múltiplas plataformas, a gestão desses equipamentos exige controle mais rigoroso, monitoramento contínuo e políticas centralizadas de segurança.
Dados apresentados durante o encontro apontam que a maioria das empresas na América Latina pretende ampliar investimentos em segurança digital e inteligência artificial nos próximos anos. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com o uso não controlado de ferramentas de IA no ambiente de trabalho, incluindo o uso de contas pessoais para atividades corporativas e o risco de inserção de dados sensíveis em plataformas abertas.
Para especialistas, esse cenário reforça a necessidade de governança tecnológica mais robusta, com foco na proteção de informações e na prevenção de incidentes cibernéticos.
Outro ponto destacado é a evolução das plataformas de gestão de dispositivos, que hoje buscam integrar diferentes sistemas operacionais e tipos de equipamentos em uma única estrutura, permitindo maior controle e automação de processos.
A tendência, segundo analistas, é que ferramentas de inteligência artificial passem a atuar de forma preditiva, identificando riscos antes que incidentes aconteçam e apoiando decisões de segurança em tempo real.