
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, que será utilizado pelos partidos políticos nas eleições de 2026.
Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão repartidos entre 30 legendas com registro no país. A divisão segue critérios definidos pela legislação eleitoral, levando em conta o desempenho dos partidos nas eleições anteriores e o tamanho de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
De acordo com os dados divulgados, o Partido Liberal (PL) deve receber a maior fatia do fundo, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo União Brasil. Juntos, esses três partidos concentram uma parcela significativa dos recursos destinados ao financiamento das campanhas.
O valor é utilizado pelos partidos para custear despesas eleitorais, como produção de material de campanha, contratação de equipes, impulsionamento de conteúdo, aluguel de espaços e serviços de comunicação.
O fundo eleitoral é financiado com recursos públicos e foi criado após a proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais pelo Supremo Tribunal Federal. Desde então, tornou-se a principal fonte de financiamento das disputas eleitorais no país.
A divulgação da distribuição ocorre em um momento de preparação dos partidos para a corrida eleitoral de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
A forma de distribuição do fundo costuma gerar debate no meio político e na sociedade, principalmente em relação ao volume de recursos públicos destinados às campanhas.