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Deputadas acionam PF e MPF após comentários sobre morte de jovem em ponte

Erika Hilton e Tabata Amaral pedem investigação de publicações consideradas criminosas após tragédia em Limeira

Por: Redação Fonte: Jornal de Brasília, UOL/Folhapress, Polícia Federal e Ministério Público Federal.
16/06/2026 às 14h47
Deputadas acionam PF e MPF após comentários sobre morte de jovem em ponte

BRASÍLIA — As deputadas federais Erika Hilton e Tabata Amaral acionaram a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a investigação de comentários publicados nas redes sociais após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.

Segundo as parlamentares, diversas mensagens divulgadas na internet continham conteúdo considerado misógino e faziam referências à violência sexual, necrofilia e vilipêndio de cadáver. Erika Hilton protocolou representação junto à Polícia Federal solicitando a identificação e responsabilização dos autores das publicações.

Já Tabata Amaral informou ter encaminhado representação ao Ministério Público Federal para apurar possíveis crimes de ódio praticados no ambiente digital. A deputada afirmou que as manifestações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e podem configurar infrações previstas na legislação brasileira.

Maria Eduarda morreu no último sábado (13) após cair de aproximadamente 40 metros de altura durante uma atividade de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira. De acordo com as investigações, há suspeitas de falha nos procedimentos de segurança antes do salto.

Três organizadores da atividade foram presos e respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A Justiça de São Paulo converteu as prisões em flagrante para prisão preventiva enquanto as investigações continuam.

O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a responsabilização de conteúdos considerados criminosos publicados em plataformas digitais. As investigações solicitadas pelas parlamentares deverão analisar a autoria das mensagens e eventual enquadramento penal dos responsáveis.

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