
BRASÍLIA — Lideranças da oposição já definiram estratégias para a disputa eleitoral de 2026 em quatro estados do Nordeste governados pelo PT: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O principal foco dos adversários será a segurança pública, apontada como uma das áreas mais vulneráveis das administrações petistas.
Dados do Mapa da Segurança Pública 2025, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram que os quatro estados registraram índices de homicídios dolosos acima da média nacional em 2024, que foi de 16,64 mortes por 100 mil habitantes.
Segundo o levantamento, o Ceará apresentou a maior taxa do país, com 34,42 mortes por 100 mil habitantes. A Bahia registrou 28,32, enquanto o Rio Grande do Norte teve 18,46 e o Piauí, 17,3.
Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, apontado como principal adversário do governador Jerônimo Rodrigues, tem intensificado críticas à política de segurança estadual. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril indica cenário de empate técnico, com ACM Neto numericamente à frente.
No Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes aparece como principal nome da oposição ao governador Elmano de Freitas. Pesquisas apontam cenários equilibrados, especialmente em disputas envolvendo o ministro da Educação, Camilo Santana.
Já no Rio Grande do Norte, a gestão da governadora Fátima Bezerra enfrenta críticas da oposição relacionadas à criminalidade, infraestrutura e economia estadual. Levantamentos recentes indicam vantagem de nomes oposicionistas em cenários preliminares.
Entre os quatro estados, o Piauí aparece como o cenário mais favorável ao PT. O governador Rafael Fonteles lidera pesquisas eleitorais e tem utilizado programas de segurança pública como uma das vitrines da gestão, incluindo ações de combate ao roubo de celulares.
O governo da Bahia afirmou, em nota, que trata a redução da violência como “compromisso permanente”, destacando investimentos em policiamento, tecnologia e inteligência, além da redução de indicadores criminais recentes. Os demais governos estaduais citados não se manifestaram até a publicação da reportagem.