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Câmara deve votar nesta semana projeto que equipara misoginia ao crime de racismo

Proposta prevê penas de até cinco anos de prisão para crimes motivados por ódio, discriminação ou desprezo contra mulheres

Por: Redação Fonte: : InfoMoney, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
16/06/2026 às 10h25
Câmara deve votar nesta semana projeto que equipara misoginia ao crime de racismo

BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que o plenário deve votar nesta semana o projeto de lei que equipara a misoginia aos crimes previstos na Lei do Racismo. A proposta já foi aprovada pelo Senado Federal e agora aguarda análise dos deputados.

O projeto define misoginia como manifestações de ódio, aversão, preconceito ou desprezo direcionadas às mulheres em razão de sua condição de gênero. Pelo texto em discussão, a prática poderá resultar em pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. O crime também passaria a ser considerado inafiançável e imprescritível.

A proposta recebeu parecer de um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral. Entre as mudanças sugeridas está a possibilidade de suspensão temporária de contas ou perfis na internet utilizados para divulgar conteúdos enquadrados como misoginia.

O texto também prevê punições específicas para crimes praticados no ambiente digital. Nesses casos, a pena poderá variar de um a três anos de prisão, além de multa. Caso haja obtenção de vantagem econômica com a prática criminosa, a punição poderá ser ampliada.

A matéria teve origem no Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato. Em março deste ano, o Senado aprovou a proposta por ampla maioria, encaminhando o texto para análise da Câmara dos Deputados.

Defensores da proposta argumentam que a criminalização da misoginia representa um avanço no combate à violência contra as mulheres e aos discursos de ódio. Já parlamentares que manifestaram ressalvas ao projeto defendem maior debate sobre os limites da aplicação da nova tipificação penal.

Caso seja aprovada pelos deputados sem alterações, a proposta seguirá para sanção presidencial. Se houver mudanças no texto, a matéria retornará ao Senado para nova análise.

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